sábado, 14 de abril de 2012

VENERÁVEL IRMÃ MARIA PLAUTILLA,IRMÃ ORIONITA




Das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade

Lúcia havia 12 anos quando morreu a mãe e começou logo a não pensar em si mesma para cuidar dos irmãos e da casa. Sempre pensava de doar-se totalmente ao Senhor, e quando em 1933 chegou ao seu pároco a carta das Irmãs de Dom Orione à procura de vocações, chegou para ela a hora marcada pela Providência. No dia 3de novembro de 1933, Lúcia deixou tudo para ir à “casa mãe” das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, em Tortona, Itália. “Vou para ser santa a custo de qualquer sacrifício”, ela escreveu. Recebeu o nome de “Maria Plautilla” e no dia 7 de dezembro de 1937 emitiu os votos religiosos nas mãos de Dom Orione.

O setor do Pequeno Cotolengo de Genova-Paverano, se torna para a Irmã Maria Plautilla a família, o convento, o altar, a igreja, a missão, tudo, porque ali estava o Senhor, o seu tudo. Sabia unir ao zelo e competência técnica no seu trabalho, a suave doçura e a caridade solícita. Sorridente, com a oração nos lábios, atenta, havia palavras de encorajamento e de fé para os doentes,parentes e coirmãs.

Generosíssima e esquecida de si mesma, prolongava livremente o seu serviço em muitas noites assistindo às doentes. Se dedicou também à catequese para crianças com dificuldades. Não faltou quem, ao vê-la, a definiu como “Dom Orione com hábito de freira”, tanto que o espírito de Dom Orione encontrou nela uma interpretação feminina fiel e exemplar.

O tom sacrifical de sua vida, já manifestado na obediência precisa e serena em o serviço às doentes de corpo e de mente, assumiu o caráter de martírio no fim de sua vida. Um heróico e instintivo gesto de caridade para salvar uma doente perigosamente exposta no parapeito da janela, rompeu totalmente as forças do seu coração já muito debilitado pela doença. Morreu no dia 5 de outubro de1947. Conhecendo esta freira, muitas coirmãs e pessoas de todas as classes sociais compreenderam o que significasse a “espiritualidade do trapo ”transmitida por Dom Orione como via de santificação.

VENERÁVEL FREI AVE MARIA,EREMITA ORIONITA

BIOGRAFIA DO VENERÁVEL FREI AVE MARIA


VENERÁVEL FREI AVE MARIA Eremita cego dos Filhos da Divina Providência * Pogli de Ortovero (Itália) 24 de fevereiro de 1900 †


Voghera (Itália) 21 de janeiro de 1964
Nasceu em Pogli de Ortovero nas localidades de Savona no dia 24 de Fevereiro de 1900, queimou todas as etapas da idade juvenil através de uma tragédia que o tornou homem à idade de 12 anos.Aquele dia era o dia de todos os santos, 1° de Novembro, ele brincava com o seu colega, Bartolomeu Vignola, o qual tinha entres as mãos uma espingarda e pensava que estivesse descarregada, apontava em direção a César (nome de Batismo do Frei Ave Maria), que rindo lhe dizia de apertar o gatilho.


Uma brincadeira de crianças. Partiu o tiro e naquele fragor caiu o véu da escuridão nos olhos de César Pisano.Abriu-se no seu ânimo ainda inexperiente, uma grande crise moral, bem maior do que a falta física das vistas. As trevas das suas pupilas podia provocar o desaparecimento de toda a sua luz espiritual, alimentando dentro de se grande sofrimento, ódio, falta de fé e grande revolta contra a Igreja e contra Deus.Mas (eis a jogada do Corpo Místico) não se oferece só: o Senhor abre caminhos misteriosos em seu futuro.No Instituto Davide Chiossone em Gênova, onde o rapaz cego é internado, uma boa irmã das Filhas da Caridade, a Ir. Teresa Chiapponi, natural de Pianello na Vale Tidone (Piacenza) carrega sobre se este sofrimento do rapaz e com materna solicitude consegue pouco a pouco arrancar dele aquele sentimento amargo. E com o seu jeito afável recebe do rapazinho o primeiro sorriso. E o conduz à fé.O bom germe cresce e amadurece. A conversão está preste para acontecer. (de conversão podemos falar efetivamente também se tratando de um rapazinho que ainda não saiu da adolescência). Pobre rapaz! Não tinha que pagar por nenhuma culpa. Foi sempre um rapaz bom, vivaz; e a cegueira fez dele uma vítima inocente.No entanto ele sentia o coração penetrado pela exortação de Jesus para a renúncia de se.


Escutava a divina mensagem e compreendia claramente o seu significado: “E se teu olho for para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga longe de ti. É melhor entrares com um só olho na vida do que com os dois seres lançado no fogo do inferno.”Substancialmente que diferença existe entre o reino dos céus da alma em estado de graça e o Paraíso? César Pisano toma os seus grandes olhos, luminosos e expressivos e os oferecem a Jesus. Alessandro Manzoni faz uma sublime observação a propósito da aceitação cristã. “Aceitar – ele escreve – aquilo que não se poderia recusar! São palavras que até parecem não ter sentido para quem ver somente o efeito material; mas são palavras de um sentido claro e profundo para quem entende em sua aceitação da mente e no despojar-se da própria vontade é ainda igualmente difícil, igualmente importante seja que o efeito depende dela ou não, seja no consenso como na escolha.”Conformar-se ao impossível! Que merecimento se tem? É a pergunta que faz o mundo de hoje. Aqui mesmo está a força do cristianismo: no deixar aceitar a vontade de Deus. É como um oferecer-se em sacrifício. É o coração que age. E o sentimento que a inspira e vale mais que a matéria oferecida. Mediante a aceitação o sacrifício se renova, revive como uma dádiva a Deus. No fundo a santidade de nossa parte está toda aqui: dizer sim ao Senhor, do qual nos vem todas as graças.O nosso jovem que superou todas as provas agora diz “sim” ao seu Senhor.


Será cego para dar gloria a Deus e cumprir a sua vontade. Fará tanta penitência para se mesmo e para os pecadores. E assim chegamos à vocação religiosa suavemente sustentada pela boa Irmã Filha da Caridade e que se consolidou através do seu encontro com o Dom Orione.

SÃO PAULO DA CRUZ,PASSIONISTA


O Papa Pio IX, assinalado pelo honroso epíteto “Cruz da Cruz”, teve a satisfação de inscrever no catálogo dos santos Paulo da Cruz, o grande devoto à Sagrada Paixão de Jesus, o benemérito fundador dos Passionistas.
Este santo, nasceu em 1694, na Itália setentrional e recebeu no batismo o nome de Paulo Francisco. Os piedosos pais souberam dar a seu filho uma educação ótima cristã, e em suas instruções, muitas vezes relataram-lhe fatos da vida de penitência que levaram os santos eremitas. Foi neste ambiente de piedade e amor de Deus, que Paulo Francisco nasceu e cresceu. Não podia, pois, faltar, que também ele fosse do mesmo espírito e, menino ainda de poucos anos, se entregasse aos exercícios de oração e penitência também. Seu lugar predileto era a igreja, ou para acolitar o sacerdote no altar ou para visitar Nosso Senhor no SS. Sacramento. Este terno amor a Maria Santíssima, teve-o recompensado uma vez com a aparição de Nossa Senhora com o Menino Jesus, e outra vez pela salvação miraculosa de um grande perigo de morte.
Nas sextas-feiras se flagelava e seu alimento era um pedaço de pão embebido em vinagre e fel.
Fez estudos em Cremolino, localidade vizinha. Não só revelou bonitos talentos, como entre os condiscípulos se distinguiu pela pureza de costumes, que o fez ser por todos respeitado e amado. Com alguns de seus companheiros fez uma santa aliança, com o fim de se solidificarem no amor de Deus e se familiarizarem com a meditação sobre a Sagrada Paixão e Morte do Salvador. Entrou com eles na Irmandade de Santo Antônio, sendo ele nomeado seu chefe. Nesta qualidade, muitas vezes dirigia a palavra à numerosa assistência dos Irmãos, que muito apreciavam suas alocuções, cheias de sentimento e piedade.
Quis seu tio sacerdote que, por interesse puramente materiais, tomasse estado, a que o sobrinho teve esta bela resposta: “Meu Salvador crucificado, eu vos asseguro, em que vós vejo o meu sumo Bem e que, possuindo-vos a vós, me basta”. Esta vitória sobre sua própria natureza Deus lhe recompensou com um forte desejo, que lhe deu ao martírio.
Quis se alistar entre os soldados de Veneza, para com eles ir ir combater com os turcos, mas Deus lhe revelou, ser a sua vontade que fundasse uma Congregação de homens que, como missionários, trabalhassem para a salvação das almas. Paulo confiou este segredo ao bispo de Alexandria, o qual, após madura reflexão, aprovou o plano, e em 22 de novembro de 1720, lhe deu o hábito preto com uma cruz branca sobre o peito, encimada esta do Santo Nome de Jesus, e impôs-lhe o nome de Paulo da Cruz. Na mesma ocasião, autorizou-o a ensinar a doutrina cristã ao povo de Castelazzo.
Paulo obedeceu; com o crucifixo na mão, andou pelas ruas da cidade, chamando o povo para dar atenção às verdades divinas. Suas prédicas sobvre a Sagrada Paixão, causaram profunda impressão. Os ouvintes choravam, velhas inimizades acabaram de vez; não mais se ouvia falar de orgias no Carnaval e por toda a parte apareceram dignos frutos de penitência. Ali mesmos, restringindo a sua alimentação a pão e água, escreveu a Regra da sua futura Ordem, fez uma romaria a Roma, e com seu irmão João, se retirou para o monte Argentano, perto de Orbitello. A fama do seu zelo apostólico, de sua vida mortificada e santa, fizeram com que o bispo de Toja os chamasse para sua diocese, lhes conferisse as ordens sacerdotais e do Papa Benedito XIII alcançasse a licença para aceitar candidatos em seu noviciado.
Depois de alguns anos de abençoada atividade, os Irmãos voltaram para o monte Argentano, para proceder à fundação da Ordem. Em breve, aliaram-se-lhes discípulos. A cidade de Orbitello se encarregou de os dotar de grande convento, de que tomara posse em 1737.
A finalidade da Ordem, fundada por São Paulo da Cruz é pela pregação de missões implantar e firmar, nos corações, o amor de Deus por meio de meditação da Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Todos os seus religiosos, aos três votos comuns, acrescentam o quarto, pelo qual se obrigam a trabalhar pela propagação entre os fiéis da devoção à Sagrada Paixão.
A Ordem foi aprovada pelo Papa Bento XIV, em 1741. Deste mesmo Papa é o conceito: “Esta Ordem, que ao nosso ver, devia antes de todas ser a primeira, acaba de ser aprovada por último”. Paulo foi nomeado seu primeiro superior geral.
Com o estabelecimento oficial da Ordem, as suas obrigações começaram a vigorar. Não é possível enumerar as Missões que foram pregadas nas cidades e nas aldeias; e muito menos haverá quem possa contar as conversões nelas efetuadas. As prédicas de São Paulo da Cruz sobre a Paixão de Cristo operaram milagres nas almas dos mais empedernidos pecadores. “Padre, disse-lhe certa vez um oficial militar, eu estive no tumulto da batalha; presenciei terrível canhoneio sem estremecer; mas as suas práticas fazem-me tremer da cabeça aos pés”. Paulo, pregando, parecia ser tomado todo do amor divino; falando do amor de Jesus na Eucaristia, dos tesouros insondáveis do sacrifício da Missa, ou tratando da devoção da Mãe de Deus dolorosa, seu rosto se transfigurava, e o ardor com que falava, se comunicava aos ouvintes.
A santa Missa celebrada por ele, era um espetáculo de piedade e de concentração para todos, a quem era dado lhe assistir.
Os seis Papas, em cujo governo Paulo da Cruz viveu, tinham-no em alta consideração. Clemente XIV deu à sua Ordem o Convento de São João e Paulo no monte Céio, onde tinham pregado as últimas Missões.
Quando, muito doente, desenganado pelos médicos, mandou ao Santo Padre pedir a bênção para a hora da morte, Pio VI deu ao mensageiro esta resposta: “Não queremos que o vosso Superior morra agora; dizei-lhe que esperamos a sua visita aqui, depois de três dias”. Paulo, ao receber esta ordem, apertou o crucifixo ao coração e disse, em abafado gemido: “Oh, meu Senhor crucificado, quero obedecer ao vosso representante”. O perigo da morte desapareceu imediatamente e três dias depois esteve no Vaticano, cordialmente recebido pelo Papa.
Viveu mais três anos, cheios de sofrimentos, mas sempre unido a Jesus na Sagrada Paixão e a Maria a Mãe dolorosa, de quem favores especiais recebeu na hora da morte, em 18 de outubro de 1775. Paulo da Cruz despediu-se do mundo na idade de 81 anos. Sua Ordem chamada a dos “Passionistas”, continua florescente, no vigor e no espírito do seu fundador, espalhada em diversos lugares do mundo. No Brasil, ela se estabeleceu em 1911, com Casa Provincial em São Paulo.

SÃO GABRIEL DA VIRGEM DOLOROSA,PASSIONISTA



Pertencia à Congregação da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo fundada por São Paulo da Cruz. Quando morreu, no dia 27 de fevereiro de 1862, com apenas 24 anos de idade, havia deixado nas mãos do seu diretor espiritualmente um diário que poderia ser uma pequena autobiografia. Infelizmente o padre Norberto, diretor espiritual, já havia destruído o diário. Em 1959 João XXIII nomeava-o padroeiro principal de todo o Abruzzo.
São Gabriel não nasceu no Abruzzo, mas em Assis, no dia 1º de março de 1838. Foi batizado no mesmo dia e recebeu o nome de Francisco. Em Assis viveu bem pouco tempo porque o pai, Sante Possenti, governador no Estado pontifício, teve encargos em várias localidades, antes de se estabelecer definitivamente em Spoleto, em 1841, na qualidade de assessor. Francisco foi aluno dos Irmãos das Escolas Cristãs e depois dos jesuítas. Com eles ficou estudando até a idade de 18 anos, quando tomou a decisão de ingressar na família religiosa de São Paulo da Cruz.
Acolhido no noviciado de Morrovalle, a 21 de setembro de 1856, vestiu o hábito religioso e assumiu o nome de Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Um ano após emitiu os votos religiosos. Ficou dez meses em Morrovalle, depois morou um ano em Pievetorina para completar os estudos filosóficos. A 10 de julho de 1859 chegou com os confrades à ilha del Gran Sasso. Foi a última etapa da sua peregrinação. Aí morreu a 27 de fevereiro de 1862.
Dele possuímos poucos escritos: um caderno de anotações de aula, com dísticos latinos e poesias italianas, uma coleção de pensamentos dos Padres sobre Nossa Senhora e umas quarenta cartas repletas de devoção à Virgem Dolorosa. Era um exemplo de observância religiosa. Foi canonizado em 1908: beatificação em 1920. Em 1926 Pio XI nomeava-o co-patrono da Ação Católica.
Oração: Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de São Gabriel da Virgem Dolorosa, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Devoção: A Jesus crucificado e à Nossa Senhora das Dores
Padroeiro: Da região de Abruzzo, Itália

SANTA GEMMA GALGANI,PASSIONISTA

 
 
Vida de uma Santa

Atrás de uma aparência normal se esconde uma Santa extraordinária. Uma mística em contínuo e afetuoso dialogo com Jesus. Uma contemplativa que reza com a semplicidade de uma moça e a profundidade de um teólogo. Supera as mais terríveis dificuldades deixando-se guiar pelo seu Anjo da Guarda. Desde moça mantém a alma candida com a firme intenção de uma vida imaculada.

Gemma nasce em Borgonuovo de Casigliano (Lucca) no dia 12 de Março de 1878. Enquanto recebe a crésima na Igreja de S. Miguel em Foro, Jesus lhe pede o sacrifício da mãe. Aos 18 anos se opera ao pé sem anestesia e no dia de Natal do mesmo ano, faz o voto de castidade. Gemma fica orfã cedo,quase abandonada na maior miséria.

Já com 20 anos, Gemma não aceita uma proposta de casamento, por ser «toda de Jesus». Durante este ano fica curada milagrosamente de problemas na espinha e iniciam as experiências místicas. A chamam, na cidade, «a moçinha da graça».

Fala com o seu Anjo da Guarda e lhe da também encargos delicados, como aquele de entregar em Roma a correspondência ao seu diretor espiritual. «A carta, apenas terminada, a dou ao Anjo, ela escreve. Está aqui perto de mim que espera». E as cartas, misteriosamente, chegavam a destinação sem passar através do Correio do Reino.

Em junho de 1899, Cristo lhe dá o dom das estigmas. No mesmo ano, durante a missão em S. Martino, Gemma conhece os padres Passionistas que a introduzem na casa Giannini. Acolhida como uma filha nesta casa devota e rica, conduz uma vida retirada entre casa e Igreja. Mas as manifestações da sua santidade superam os muros da casa patrícia. Faz conversões, prediz acontecimentos futuros, cai em êxtase. Na oração, sua sangue; no seu corpo, além dos sinais dos pregos, aparecem as chagas da flagelação. Aqui conhece Padre Germano que dirigerà as suas confidências.

Logo se vem a saber que as suas luvas pretas e a sua veste escura e estreita escondem os sigilos da Paixão. Estas estigmas se abrem, dolorosas e sanguinantes, toda semana, na véspera das sextas-feira.

Diante dela os cientistas não conseguem esconder o embaraço. Até alguns diretores espirituais não sabem como justificar a extraordinária moça: suspeitam de mistificação, falam de histerismo ou de sugestão, pedem provas, exigem obediência.

Somente ela, Gemma Galgani, no meio das dores físicas e às provas morais, não diz nada, ou melhor, diz sempre sim. Não pede nada, ou melhor, pede a Jesus para si, mais dores e para os outros pede a conversão e a salvação.

No ano 1901, com 23 anos, Gemma escreve por ordem de Padre Germano, a Autobiografia, "O quaderno dos meus pecados". No ano seguinte se oferece vítima ao Senhor para a salvação dos pecadores. Jesus a pede de fundar um mosteiro de clausura Passionista em Lucca. Gemma responde com entusiasmo. No mes de setembro do mesmo ano se adoeçe gravemente. A sua vida é marcada profundamente da dor.

Começa o período mais escuro da sua vida. As consequências do pecado caem pesantemente sobre o seu corpo e sua alma. No ano 1903, era um Sabado Santo, Gemma Galgani morre aos 25 anos, devorada do mal, mas pedindo até o último momento ainda mais dor.

O Somo Pontéfice Pio X assina no ano 1903, o Decreto de fundação do Mosteiro Passionista em Lucca.

Em 1905 as irmãs de clausura Passionistas iniciam a sua presença em Luca, realizzando o antigo desejo que Jesus tinha feito a Gemma.

Padre Germano, diretor espiritual de Gemma, escreve em 1907 a primeira biografia. Iniciam os processo canonicos para o reconhecimento da sua santidade.

No ano 1933 Pio XI inclui Gemma Galgani entre os Beatos da Igreja.

Serà Pio XII, no ano 1940 a elevar Gemma Galgani à gloria dos Santos e indicá-la modelo da Igreja universal pelas das virtudes cristãs.

SANTA GIANNA BERETTA MOLLA



Gianna Beretta Molla (Magenta, 4 de outubro de 1922Milão, 28 de abril de 1962) foi uma médica italiana casada e mãe de família com quatro filhos, proclamada santa pela Igreja Católica.
Foi membro atuante da Ação Católica desde a adolescência. Formou-se com louvor em Medicina e especializando-se em Pediatria, por seu grande amor às crianças e às mães, pois pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil, que havia fundado um hospital na cidade de Grajaú, no estado do Maranhão, mas foi desaconselhada por seu Bispo.
Logo após, no ano de 1954, conheceu o engenheiro Pietro Molla e sentiu o chamado à vocação do Matrimônio. Noivaram em 11 de abril de 1955 e casaram-se no dia 24 de setembro do mesmo ano, tendo a cerimônia sido presidida por seu outro irmão, Padre Giuseppe. Durante o noivado escreveu ao seu noivo: “Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas”.
Das gravidezes, fruto do seu Matrimônio, quatro crianças nasceram: Pierluigi, Maria Zita, Laura e Gianna Emanuela. Na última gestação, aos 39 anos, descobriu que tinha um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas naquele momento: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou, a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Não hesitou! Disse: “Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!” Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de setembro de 1961.
Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. No dia seguinte, 21 de abril de 1962, nasceu Gianna Emanuela, a quem teve por breves instantes em seus braços. Sempre afirmou: “Entre a minha vida e a do meu filho salvem a criança!”. Faleceu no dia 28 de abril de 1962, em casa.

[editar] Santidade

O milagre da Beatificação aconteceu no Brasil, em 1977, na cidade de Grajaú, no Maranhão, naquele mesmo hospital onde queria ser missionária, sendo Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 24 de abril de 1994.
Foi canonizada no dia 16 de maio de 2004, onde recebeu do Santo Padre o Papa João Paulo II o sugestivo título de “Mãe de Família”. Na cerimônia estavam presentes o seu marido Pietro Molla, as filhas Gianna Emanuela e Laura, e o filho Pierluigi. Mariolina faleceu com seis anos, dois anos após a Páscoa da Mãe.
O milagre da canonização foi experimentado por Elisabete Arcolino Comparini, casada com Carlos César, ambos da Diocese de Franca, quando, no início do ano 2000, o quarto bebê que havia concebido começou a passar por sérios problemas, tendo, no terceiro mês, a jovem mãe perdido, segundo alegava-se, totalmente o líquido amniótico. A alegada intercessão da Santa Gianna foi pedida, ainda no hospital, na presença do bispo de Franca, Dom Diógenes Matthes.
Face a negativa do aborto e à intercessão da Santa Gianna Beretta Molla, após uma gravidez sem presença de líquido amniótico; sem explicação científica, no dia 30 de maio de 2000, nasceu Gianna Maria, nome que foi dado em homenagem àquela médica e mãe "heróica". Nas palavras de Dom Serafino Spreafico, Bispo Emérito de Grajaú-MA, “Santa Gianna formou-se como missionária e como tal viveu, ligada ao Brasil por vocação específica...ela agradeceu ao Brasil por tal vocação obtendo de Deus os Dois Milagres Oficiais para a Igreja.”
Muitas graças têm sido alegadamente alcançadas, em vários países, pela suposta intercessão de Santa Gianna, especialmente por mulheres crentes que não conseguem engravidar ou têm problemas na gestação e/ou no parto, por isso, várias crianças têm recebido o "honroso nome de Gianna" em agradecimento por sua suposta intercessão. Celebra-se o seu dia em 28 de abril.

SANTA PAULA ISABEL CERIOLI,VIÚVA E RELIGIOSA.


1816 – Nasce em Soncino (Cremona) Constança Cerioli.
1835 – Casa-se com o viúvo Caetano Busecchi-Tassis.
1854 – Fica viúva.
1857 – Vestição das primeiras Irmãs por Dom Esperanza:
Fundação do Instituto Feminino da Sagrada Família.
1863 – abertura da Casa dos Filhos de São José, em
Villacampagna de Soncino. Fundação do Instituto
Masculino da Sagrada Família.
1865 – Em 24 de dezembro morre a Irmã Paula Elizabete Cerioli,
em Comonte de Seriate.
1885 – Transladação do corpo do cemitério de Seriate para a Casa
de Comonte.
19l9 – Decreto de introdução da causa de Beatificação.
1939 – Pio XII proclama a heroicidade das virtudes da Venerável Irmã Paula Elizabete.
1950 – Em 19 de março, em S. Pedro, Pio XII a proclama BEMAVENTURDA.
16/05/2004- JOÃO PAULO II, A CÂNONIZA JUNTAMENTE COM SEIS BEATOS, ENTRE ELES SÃO LUIS ORIONE.

SANTO ANÍBAL MARIA DI FRANCIA,AMIGO DE SÃO LUIS ORIONE

FUNDADOR DOS ROGACIONISTAS

Nasceu no dia 5 de julho de 1851 em Messina, Itália.
Terceiro de quatro filhos de Francisco Marquises de Santa Catarina de Jonio, vice cônsul Papal, um cavaleiro e capitão honorário da Marinha, sua mãe era Maria Toscano uma aristocrática italiana. Seu pai morreu quando Aníbal tinha apenas 15 meses. O rapaz desenvolveu uma especial devoção a Eucaristia e a Virgem Maria. Com a idade de 17 anos  enquanto orava ante o Sagrado Sacramento ele recebeu um chamado para vida religiosa. Ordenado em 16 de março de 1878. Imediatamente após ele mudou-se para gueto de Avignone, uma das mais pobre áreas da região onde ele começou seus trabalhos com os pobres. Em 1882 ele fundou a Congregação do Orfanatos Antoninos–assim chamado porque ele os colocou sob proteção de Santo Antonio de Pádua. Eles ficaram famosos por operar e agir como uma extensão da família. De modo a expandir seu trabalho para uma maior esfera de física e espiritual ele fundou a “Congregação do Divino Zelo” em 1887 e os “Rogacionistas” em 1897; ambos canonicamente provados em 6 de agosto de 1926.
Ele acreditava que eram necessários padres mais cultos, preparados, fortes e operantes. Assim ele iniciou a “Santa Aliança e a Pio União dos Rogacionistas”, um movimento que logo se expandiu para o mundo inteiro para encontrar vocações e que publicava um periódico chamado “O Bom e o Vizinho” com informações sobre o movimento e seus trabalhos. Ele criou ainda um manual-modelo para os seminaristas que vinham trabalhar em suas escolas e dava ajuda física e espiritual para os seus irmãos e irmãs.
Ele era considerado um santo ainda em vida e recebeu uma visão da Virgem Maria logo antes de sua morte. O grupo que ele criou continua até os nossos dias fundando e operando orfanatos, escolas e treinando e ensinado surdo-mudos, construindo casas para os idosos e mães solteiras e escolas de todos os tipos.
O Cônego Anibal Maria di Francia marcou presença no Brasil atuando em varias Dioceses, em especial em Passos, Minas Gerais da Diocese de Guaxupé.
Em Passos ele fundou o Educandário Senhor Bom Jesus dos Passos em data ainda não determinada por nós, mas  em breve teremos estas informações e iremos aqui colocar.
Passos tem ainda grande destaque, devido ao milagre realizado em uma jovem criança, Clarisse Nicole, o que levou o Cônego Anibal aos altares com a honra de Bem-aventurado.

Faleceu em 1 junho de 1927 em Messina, Itália de causas naturais.
Foi beatificado em 7 de outubro de 1990 e canonizado em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.

SÃO JOSÉ BENEDITO COTOLENGO, UM DOS INSPIRADORES DE SÃO LUIS ORIONE


Nasceu no dia  3 de Maio de 1786 em  Bra, na região de Piedmont, Itália  de uma família da classe média e estudou em um seminário em Turim. Ordenou-se em 1811 . Foi pároco em Bra e em Corneliano. Entrou para a Ordem de Corpus Christi em Turim. Foi cânon da Igreja da Trindade em Turim.
Uma noite foi chamado a cama de uma mulher pobre e doente em trabalho de parto. A mulher necessitava desesperadamente de ajuda médica mas para todos os lados que ia não encontrava ajuda por falta de dinheiro. José ficou com ela durante todo trabalho e ouviu dela a confissão, deu sua  absolvição e a comunhão  e a extrema unção. Batizou a pequena criança e os olhava boquiaberto enquanto ambos  morriam na cama.
O trauma mudou a sua vida e a sua vocação.
Em 1827 ele fundou um abrigo  para os doentes e pobres, alugando uma casa e enchendo os quartos com camas e procurando  homens  mulher voluntárias. O local se expandiu e ele recebeu ajuda dos Irmãos  de São Vicente e das Irmãs Vicentinas. Durante a cólera de 1831  a policia  local fechou o hospital pensando que era a origem da doença.
Em 1832 ele transferiu a operação para Valdocco  e chamou  o Abrigo de Pequena Casa da Divina Providencia. A Casa começou a receber apoio e suporte e cresceu em asilos, orfanatos, hospitais, escolas, casa de aprendizado para pobres e capelas. Vários programas para o  pobres,  doentes e necessitados de todos os tipos foram criados. Esta pequena Vila dependia totalmente  das almas caridosas e José  não aceitava  ajuda oficial  do Estado. A casa ainda funciona até hoje, servindo a 8000 pessoas ou mais por dia .Ele fundou ainda 14 comunidades para os residentes inclusive as Filhas da Companhia do Bom Samaritano , Os Eremitas do Santo Rosário e os Padres da Santíssima Trindade.
Faleceu em 30 de abril de 1842  de tifo em Chieri, Itália.
Foi canonizado em 1934 pelo Papa Pio XI.

SÃO JOÃO BOSCO, PROFESSOR DOS POBRES.

 

João Melchior Bosco foi padre católico apostólico romano, educador, desenvolveu a educação infantil e juvenil e o ensino profissional, sendo um dos criadores do sistema preventivo em educação. Dedicou-se também ao desenvolvimento da imprensa católica.

É o fundador da Pia Sociedade de São Francisco de Sales (1859), conhecida por salesianos, co-fundador da congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, conhecidas por irmãs salesianas e fundador da Associação Internacional dos Cooperadores Salesianos. Foi canonizado em 1 de abril de 1934 pelo Papa Pio XI, sendo o padroeiro dos jovens e dos aprendizes. Seu dia é celebrado em 31 de janeiro.

SANTA FAUSTINA DA DIVINA MISERICÓRDIA.



Maria Faustina Kowalska, ou, simplesmente, Santa Faustina (Łódź, 25 de Agosto de 1905 — Cracóvia, 5 de Outubro de 1938) foi uma freira e mística polaca. Atualmente é venerada como Santa pela Igreja Católica.
Conhecida pelos católicos como "apóstola da Divina Misericórdia", é considerada pelos teólogos como fazendo parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja Católica. Entrou para a vida religiosa em 1924 na congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia.
Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que ela escrevesse as suas vivências em um diário espiritual. Este diário compõe-se de alguns cadernos. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas. Faleceu em 5 de Outubro de 1938 A sua canonização aconteceu em 30 de Abril de 2000, pelas mãos do Papa João Paulo II de quem também conseguiu a instituição da Festa da Divina Misericórdia.

SÃO CLEMENTE, REDENTORISTA, CONSIDERADO COR-FUNDADOR DA CONGREGAÇÃO DO SANTÍSSIMO REDENTOR..




João Clemente Maria Hofbauer (Tasswitz, Morávia, 26 de dezembro de 1751 — Viena, 15 de março de 1820 conhecido também pelo seu nome moraviano de John Dvorák, foi um eremita, religioso e santo canonizado pela Igreja Católica.

Teve destacada atuação contra o estabelecimento de uma Igreja Nacional Germânica e contra o Josephinismo que queria o controle secular do Clero e da Igreja. É considerado o segundo fundador da Congregação do Santíssimo Redento (REDENTORISTA).


Hofbauer nasceu na festa de Santo Estevão era o nono dos doze filhos de Maria e Paulo Hofbauer. Foi batizado no dia seguinte, foi-lhe dado o nome de Hansl, ou John, pelo qual foi conhecido por mais de vinte anos até ingressar no eremitério e tomar o nome de Clemente.

Veio de uma família pobre, Hansl tinha poucas chances de ir para um seminário ou de ingressar numa ordem religiosa. Desde cedo começou a estudar latim o que fez até os 14 anos de idade. Impossibilitado de continuar estudando para o sacerdócio, dedicou-se a aprender uma profissão. Foi enviado para aprender a profissão de padeiro numa padaria em 1767. Em 1770 foi trabalhar numa padaria de um mosteiro Premonstratense, o mosteiro dos Monges Brancos em "Kloster Bruck". Nessa época os efeitos da guerra e a fome eram sentidos e muitos desabrigados procuraram o mosteiro por ajuda. Hofbauer trabalhou dia e noite para socorrer a gente pobre que batia à sua porta.

[editar] CanonizaçãoFoi beatificado pelo Papa Leão XIII em 29 de janeiro de 1888 e canonizado em 20 de maio de 1909 pelo Papa Pio X. É considerado padroeiro de Viena, por decisão do Papa Pio X, em 1914. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 15 de março.

SÃO GERALDO MAGELA, CONSAGRADO REDENTORISTA




São Gerardo Magela, C.Ss.R. (Muro Lucano, 23 de abril de 1726 - Caposele, 16 de outubro de 1755) (ou São Geraldo Magela ou São Geraldo Majela ou São Gerardo Majella), foi um irmão leigo da Congregação do Santissimo Redentor, redentorista italiano, venerado como santo pela Igreja Católica.

Geraldo Magela foi filho de um alfaiate. Seu pai faleceu quando ele tinha 12 anos de idade e sua família ficou em estado de extrema pobreza. Tentou entrar na Ordem dos Capuchinhos, mas este os recusaram devido a sua condição de saúde. Já junto à Congregação dos Redentoristas, este foi aceito sem resistências e serviu como sacristão, jardineiro, porteiro, enfermeiro e alfaiate.

Durante sua trajetória como religioso, em 1754, foi acusado falsamente de ser o pai do filho de uma mulher gravida, Néria Caggiano. Ele retirou-se, entrou em retrete. A referida mulher se arrependeu, retratando-se e inocentando-o. Por isso sua ligação como patrono de todos os aspectos da gravidez. Ele também tinha a fama de ser Bilocate (a capacidade de estar presente em dois lugares ao mesmo tempo) e de ser vidente.

Faleceu vítima de tuberculose, foi beatificado em 29 de janeiro de 1893 pelo Papa Leão XIII, e canonizado em 11 de dezembro de 1904 pelo Papa Pio X. O seu dia é comemorado em 16 de outubro e é padroeiro dos alfaiates, das boas confissões, das crianças, das pessoas falsamente acusadas, das gestantes, dos Irmãos leigos, das mães, das maternidade, do movimento pró-vida, de Muro Lucano (Itália), dos nascituros, do parto e dos porteiros.

SÃO JOÃO NEUMANN, REDENTORISTA..AMERICANO




São João Nepomuceno Neumann, natural de Boêmia, nasceu no ano de 1911. Ao ser despertado para o chamado à vida sacerdotal, fez toda a sua formação, mas foi acolhido nos Estados Unidos, em Nova York, pelo Bispo Dom João. Ali, foi ordenado. Como padre, buscou ser fiel à vontade do Senhor. São João pertenceu a congregação dos padres redentoristas e, ao exercer vários cargos, sempre foi marcado pelo serviço de humildade, de ser servo de Deus e servir ao Senhor por amor aos irmãos.

O Espírito Santo pôde contar com ele também para o episcopado, ser um dos sucessores dos apóstolos. Como bispo, participou em cerca de oitenta igrejas e cerca de cem colégios; até a própria Sé, na Filadélfia, foi construída através do seu serviço, do seu ministério episcopal.

São João Nepomuceno Neumann, modelo de pastor e defensor da liberdade que salva e liberta. Uma imagem, um reflexo do Bom Pastor.

Em 1960, ele partiu para a glória do Senhor.

São João Nepomuceno Neumann, rogai por nós!

SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO, AMIGO DOS POBRES




Santo Afonso Maria de Ligório nasceu em Marianella, no Reino de Nápoles, no dia 27 de Setembro de 1696. De rara inteligência, recebeu em 1712 o doutorado em direito civil e canônico. Não lhe faltaram temperamento e dons artísticos: poeta, músico, arquiteto, pintor.

Era o primogênito de uma família bastante numerosa, pertencente à nobreza napolitana. Recebeu uma esmerada educação em ciências humanas, línguas clássicas e modernas, pintura e música. Compôs um Dueto da Paixão, como também o cântico de Natal mais popular da Itália, Tu Scendi dalle Stelle, e numerosos outros hinos. Terminou os estudos universitários alcançando o doutorado nos direitos civil e canônico e começou a exercer a profissão de advogado. No ano 1723, depois de um longo processo de discernimento, abandonou a carreira jurídica e, não obstante a forte oposição do pai, começou os estudos eclesiásticos.

Foi ordenado presbítero a 21 de dezembro de 1726, aos 30 anos. Viveu seus primeiros anos de presbiterado com os sem-teto e os jovens marginalizados de Nápoles. Fundou as "Capelas da Tarde", que eram centros dirigidos pelos próprios jovens para a oração, proclamação da Palavra de Deus, atividades sociais, educação e vida comunitária. Na época da sua morte, havia 72 dessas capelas com mais de 10 mil participantes ativos.

No dia 9 de novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante, dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Afonso escreveu diversas obras importantes para a Igreja sobre espiritualidade e teologia 111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas. Mas, sua maior contribuição para a Igreja foi na área da reflexão teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia. Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa.

Em 1762, aos 66 anos foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos.

No dia 1º de agosto de 1787, morreu entre os seus no Convento de Pagani.

Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja (1871) e Padroeiro dos Moralistas e Confessores (1950).

SÃO JOÃO BATISTA, O PRECURSOR DE JESUS...




João nasceu numa pequena aldeia chamada Aim Karim, a cerca de seis quilômetros lineares de distância a oeste de Jerusalém.[carece de fontes?] Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia neste artigo, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..

Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimónia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas acções religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.

Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas actividades regulares.

Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.

João terá efectuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.

Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.

[editar] Morte dos pais e início da vida adultaO pai de João, Zacarias, terá morrido no ano 12 d.C.. João teria 18-19 anos de idade, e terá sido um esforço manter o seu voto de não tocar nos mortos. Com a morte do seu pai, Isabel ficaria dependente de João para o seu sustento. Era normal ser o filho mais velho a sustentar a família com a morte do pai. João seria filho único. Para se poder manter próximo de Engedi e ajudar a sua mãe, eles terão se mudado, de Judá para Hebrom (o deserto da Judeia). Ali João terá iniciado uma vida de pastor, juntando-se às dezenas de grupos ascetas que deambulavam por aquela região, e que se juntavam amigavelmente e conviviam com os nazaritas de Engedi.

Isabel terá morrido no ano 22.d.C e foi sepultada em Hebrom. João ofereceu todos os seus bens de família à irmandade nazarita e aliviou-se de todas as responsabilidades sociais, iniciando a sua preparação para aquele que se tornou um “objectivo de vida” - pregar aos gentios e admoestar os judeus, anunciando a proximidade de um “Messias” que estabeleceria o “Reino do Céu”.

De acordo com um médico da Antioquia, que residia em Písia, de nome Lucas, João terá iniciado o seu trabalho de pregador no 15º ano do reinado de Tibério. Lucas foi um discípulo de Paulo, e morreu em 90. A sua herança escrita, narrada no "Evangelho segundo São Lucas" e "Actos dos Apóstolos" foram compiladas em acordo com os seus apontamentos dos conhecimentos de Paulo e de algumas testemunhas que ele considerou. Este 15º ano do reinado de Tibério César terá marcado, então, o início da pregação pública de João e a sua angariação de discípulos por toda a Judeia em acordo com o Novo Testamento.

Esta data choca com os acontecimentos cronológicos. O ano 15 do reinado de Tibério ocorreu no ano 29 d.C.. Nesta data, quer João Baptista, quer Jesus teriam provavelmente 36 a 37 anos de idade. Uma possibilidade surge:

Lucas errou na datação dos acontecimentos;
[editar] Influência religiosaÉ perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registros que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas acções de João.

O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de toda as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.

Importante notar que João não introduziu o baptismo no conceito judaico, este já era uma cerimónia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimónia à conversão dos gentios, causando assim muita polémica.

Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.

[editar] O batismo de Jesus Mais informações: Mensageiros de João Batista
Ver artigo principal: Batismo de Jesus
João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre 25 a 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O baptismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia [carece de fontes?].

Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado no qual ponho toda a minha complascência”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas.

[editar] Prisão e morteVer artigo principal: Decapitação de João Batista
O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata.

Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.

....SÃO JOÃO DE DEUS, AMIGO DOS DOENTES...




São João de Deus, de seu nome João Cidade (Montemor-o-Novo, 8 de Março de 1495 – Granada, 8 de Março de 1550) é um santo da Igreja Católica Romana que se distinguiu na assistência aos pobres e aos doentes, através de um hospital por si fundado em Granada, em 1539.

Criou a ordem dos Irmãos Hospitaleiros para o ajudarem nessa missão e noutras extensões que viriam depois a surgir.

João Cidade, filho de André Cidade e de sua mulher Teresa Duarte, deixou Montemor-o-Novo aos 8 anos de idade e dirigiu-se a Oropesa onde foi pastor de ovelhas. Alistou-se no exército e tomou parte na conquista de Fuenterabia, então ocupada pela França. Ao abandonar a vida militar, voltou ao ofício de pastor em Oropesa, Sevilha, Ceuta e Granada.

Depois de várias vicissitudes volta para casa, mas, encontrando os seus pais mortos decide voltar a partir.

Há quem diga que terá feito a peregrinação à catedral de Santiago de Compostela e que, nessa altura, terá ficado tão impressionado e exaltando o seu espírito religioso.[1]

Mais ainda, em Granada, quando ouviu os sermões do padre São João de Ávila e aí confessou publicamente todos os erros da sua vida passada e para mais clara demonstração do seu arrependimento, andou percorrendo a cidade ferindo o peito com pedras, e manchando o rosto com lama. Devido ao seu estado lastimoso foi dado como louco e internado num hospício, onde permaneceu muitos anos.

Com um espírito mais sereno, para o qual contribuiu o referido padre, João Cidade saiu do Hospício e foi visitar o Mosteiro de Guadalupe. Voltando de seguida para Granada onde fundou em 1539 um Hospital para doenças contagiosas e incuráveis. Daí em diante dedicou-se ao serviço deste Hospital. Fundou assim a ordem dos Irmãos Hospitaleiros, a qual foi confirmada, debaixo da regra de Santo Agostinho, pelo Papa Pio V em 1 de Janeiro de 1571.

João Cidade foi beatificado pelo Papa Urbano VIII em 28 de Outubro de 1630 e canonizado em 16 de Outubro de 1690, pelo Papa Alexandre VIII, sendo no entanto a sua Bula expedida após a sua morte, pelo seu sucessor Papa Inocêncio XII

São João de Deus , é o padroeiro dos hospitais, dos doentes e dos enfermeiros. A sua memória litúrgica é celebrada a 8 de Março.

SÃO JOÃO DA CRUZ, O AMIGO FIEL DE SANTA TERESA DE ÁVILA..

São João da Cruz
Fontiveros, 24 de Junho de 1542 - Úbeda, 14 de Dezembro de 1591

foi um frade carmelita espanhol, famoso por suas poesias místicas e que foi proclamado 26º Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI.

João da Cruz nasceu em 1542, provavelmente no dia 24 de Junho, em Fontiveros, província da cidade de Ávila, em Espanha. Os seus pais chamavam-se Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Gonzalo pertencia a uma família de posses da cidade de Toledo. Por ter-se casado com uma jovem de classe “inferior”, foi deserdado por seus pais e tornou-se tecelão de seda. Em 1548, a família muda-se para Arévalo. Em 1551 transfere-se para Medina del Campo, onde o futuro reformador do Carmelo estuda numa escola destinada a crianças pobres. Por suas aptidões, torna-se empregado do diretor do Hospital de Medina del Campo. Entre 1559 a 1563 estuda Humanidades com os Jesuítas. Ingressou na Ordem do Carmo aos vinte e um anos de idade, em 1563, quando recebe o nome de Frei João de São Matias, em Medina del Campo. Pensa em tornar-se irmão leigo, mas seus superiores não o permitiram. Entre 1564 e 1568 faz sua profissão religiosa e estuda em Salamanca. Tendo concluído com êxito seus estudos teológicos, em 1567 ordena-se sacerdote e celebra sua Primeira Missa. No entanto, ficou muito desiludido pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os Conventos Carmelitas. Decepcionado, tenta passar para a Ordem dos Cartuxos, ordem muito austera, na qual poderia viver a severidade de vida religiosa à que se sentia chamado. Em Setembro de 1567 encontra-se com Santa Teresa de Ávila, que lhe fala sobre o projeto de estender a Reforma da Ordem Carmelita também aos padres, surgindo posteriormente os carmelitas descalços. O jovem de apenas vinte e cinco anos de idade aceitou o desafio. Trocou o nome para João da Cruz. No dia 28 de Novembro de 1568, juntamente com Frei Antônio de Jesús Heredia, inicia a Reforma. O desejo de voltar à mística religiosidade do deserto custou ao santo fundador maus tratos físicos e difamações. Em 1577 foi preso por oito meses no cárcere de Toledo. Nessas trevas exteriores acendeu-se-lhe a chama de sua poesia espiritual. "Padecer e depois morrer" era o lema do autor da "Noite escura da alma", da "Subida ao Monte Carmelo", do "Cântico Espiritual" e da "Chama de amor viva".

BEATA TERESA MANGANIELLO..LEIGA FRANCISCANA...





No dia 22 de Maio de 2010 foi beatificada Teresa Manganiello, fiel leiga, da Ordem Terceira Franciscana. Nasceu em Montefusco, a 1 de Janeiro de 1849, sendo a 12ª filha de uma família de camponeses, ela teve uma vida simples e humilde, entre os serviços de casa e o empenho espiritual na igreja dos Capuchinhos.

Nunca frequentou a escola e era dedicada, como muitas crianças rurais daquele tempo, aos trabalhos da casa e do campo. Aos 18 anos, manifestou o desejo de ser consagrada a Deus. Em 15 de maio de 1870, aos 21 anos, vestiu o hábito terciário franciscano e no ano seguinte fez a profissão dos votos, tomando o nome de irmã Maria Luisa.

Como são Francisco de Assis, procurava imitar Jesus Cristo oferecendo sofrimentos e penitências para reparar os pecados, e era cheia de amor pelo próximo: doava-se por todos, especialmente pelos pobres e doentes. Sempre sorridente e doce, com apenas 27 anos, a 3 de Novembro de 1876, ela partiu para o céu, onde já habitava o seu coração.

O postulador da causa de beatificação, Dom Luigi Porsi, escreveu uma biografia de Teresa Manganiello intitulada "Uma camponesa professora da vida" e assegura que, apesar da pouca formação académica, Teresa era "muito sábia teologicamente e muito profunda". Ela, continua Dom Porsi, "não era ingénua, era inocente. Não sabia ler nem escrever, mas conservava tudo que aprendia" disse o postulador. "Tinha um espírito de meditação e contemplação e quando se encontrava com as pessoas presenteava-as com simplicidade e profundidade." Para Dom Porsi, trata-se de uma "sabedoria sobrenatural".

Cinco anos depois de sua morte, o capuchinho frei Lodovico Acernese fundou as Irmãs Franciscanas Imaculatinas, sabendo que Teresa sonhava ver nascer e florir esta comunidade. Hoje as irmãs vivem o carisma, trabalhando pela educação académica e doutrinal da juventude, sobretudo feminina. Elas estão na Itália, no Brasil, nas Filipinas, na Austrália, na Índia e na Indonésia.

Milhares de pessoas participaram da beatificação de Teresa Manganiello. Representando a Ordem dos Capuchinhos estavam: o Vigário Geral frei Felice Cangelosi, o Postulador Geral e frei Carlo Calloni.

BEATA TERESA MARIA DA CRUZ...


Beata Teresa Maria da Cruz, fundadora da Ordem das Irmãs Carmelitas de Santa Teresa, foi conhecida pelo apelido carinhoso de Bettina, dado por seu pai. Nasceu em Florença, a 02 de março de 1846.

Era uma jovem alegre, vivaz, com caráter generoso, gostava de ser admirada e chamar atenção com seus belos olhos azuis e cabelos castanhos encaracolados. Gostava de inventar moda e suas companheiras a acompanhavam, aos 19 anos compreendeu que Jesus a queria para si.

A partir daí, Bettina , deu início a sua transformação. Desapegada de suas vaidades , das ilusões do mundo, decide mudar de vida. Foi muito criticada pelas pessoas, mas isso não a perturbava, o que ela queria era ser toda de Jesus.Passou a dedicar-se aos mais necessitados.

Ela pensou que quando vivia no mundo era só inventar um moda para que as outras moças a imitassem, então, se todas a acompanhavam no mal, também a acompanharão no bem. E de fato, foi isso o que aconteceu. Formou-se um grupo de jovens entregues à oração e às obras de caridade.

Ela não tinha dúvida que Deus a queria para si, mas a dúvida ficou sobre a espiritualidade, pois amava tanto a espiritualidade Franciscana quanto a Teresiana. Como era costume seu, rezou e fez uma novena ao Espírito Santo. E no final venceu Teresa.

Em 15 de julho de 1874 retirou-se com duas amigas numa casinha situada à beira de um rio de Bisêncio, onde começou um vida de oração, penitência e caridade. Neste dia foi a fundação do Instituto e continuaram esta forma de vida por três anos. Até que um dia, surgiu a dúvida se era essa a vontade de Deus.

Em 1877, a resposta veio através de uma mãe, doente, que diz a Bettina que morreria feliz se ela cuidasse de suas crianças e Bettina viu esse pedido como sinal de Deus. E foi a partir desse momento que as mãos postas em oração se abriram para o serviço.

BEATA TERESA MICHEL, A BEATA QUE COLABOROU COM A VINDA DOS RELIGIOSOS ORIONITAS AO BRASIL




Teresa Grillo nasceu em Spinetta Marengo, perto de Alessandria, 25 de setembro de 1855. Quinta e última criança de Joseph, chefe do Hospital de Alexandria, e Maria Antonieta Parvopassu, um descendente de uma família antiga e ilustre de Alexandria, foi batizado o dia seguinte na igreja paroquial de Spinetta, também recebendo o nome de Madalena.
Equipado com TERESA MICHELum temperamento propenso a caridade, também alimentado por um ambiente familiar cheio de espírito cristão, em 01 de outubro de 1867 recebeu o sacramento da Crisma na Catedral de Alexandria e cinco anos mais tarde, enquanto estava na faculdade, a primeira comunhão.
Depois da escola primária, matriculando-se em Turim, onde sua mãe mudou-se para prosseguir os seus estudos de seu filho Francisco, em 1867, após a morte de seu pai, foi colocado como um estudante estagiário no Colégio das Mulheres inglesa em Lodi, onde se graduou com a idade de 18 anos.
Depois de sair da faculdade, ele retornou para Alexandria, onde, sob a orientação do berçário, começou a frequentar famílias aristocráticas da cidade.
Foi neste ambiente que ela conheceu seu futuro marido, o comandante aprendido e brilhante das cigarrinhas, John Michel.
Celebrar o casamento 2 de agosto de 1877, com seu primeiro marido mudou-se para Caserta, em seguida, Acireale, Catania e, finalmente, em Nápoles a Portici.
Com a morte de seu marido, morreu de insolação durante uma parada em Nápoles, 13 de junho de 1891, Teresa caiu em uma profunda ansiedade que beirava o desespero.
O tiro quase súbito, devido também à leitura da vida de São José Cottolengo e com a ajuda de seu primo padre, Monsenhor Prelli, resultou na escolha de abraçar a causa dos pobres e necessitados.
Teresa começou como a escancarar as portas do seu palácio para as crianças pobres e para os desabrigados e necessitados.
No final de 1893, como "os pobres estão aumentando mais rápido do que eu posso e quero abrir meus braços para aceitar tantos sob as asas da Divina Providência", Michel prédio vendido e comprado um prédio antigo na Faa di Bruno. Aqui começou a reforma e ampliação, através da construção de um piso superior e comprar alguns barracos nas proximidades. Rose, assim, o "pequeno abrigo da Divina Providência."
O trabalho iniciado por Teresa não era sem algumas dificuldades que não eram apenas as autoridades, mas também de amigos e familiares. Apenas mal-entendido se tornou aparente solidariedade e carinho dos pobres, as pessoas generosas e funcionários. Instigação da autoridade eclesiástica, em 8 de Janeiro de 1899, vestindo o hábito religioso na capela do abrigo pequeno, Teresa Grillo, com oito de sua equipe, ele fundou a Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência.
Nos restantes 45 anos, a sua preocupação prioritária foi o de promover e consolidar o Instituto. Logo após a fundação, na verdade, as casas de ópera começou a ter diferentes lugares do Piemonte, logo cresce nas regiões de Veneto, Lombardia, Ligúria, Apúlia ea Lucânia. Desde 13 de junho de 1900 o Instituto foi prorrogado para o Brasil e desde 1927, por iniciativa do Santo Padre Luigi Orion, fundada casas na Argentina.
Sem preservação, Teresa animado e encorajado suas irmãs com sua presença carinhosa e carismática na comunidade. Seis vezes ele cruzou o oceano para chegar à América Latina, onde, em sua solicitação floresceu com jardins de infância inúmeras fundações, orfanatos, escolas, hospitais e asilos para idosos. A sexta viagem que ele fez em 1928, aos 73 anos. Em 8 de junho de 1942, a Santa Sé Apostólica concedeu a homologação da Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência. Beata Teresa Grillo morreu em Alexandria 25 de janeiro de 1944 com a idade de 88. Sua lnstituto contou 25 casas na Itália, 19 no Brasil e na Argentina 7. O processo informativo, lançado em 1953 foi a Causa de Canonização. Em 6 de julho de 1985 o Papa João Paulo 11, e declarada Venerável, declarou as virtudes heróicas.
O espírito da Beata Teresa Grillo para os indigentes mantém-se particularmente no trabalho de suas irmãs, que costumava dizer: "Eu vou continuar a invocarvi a abundância do Espírito, que deve caracterizar as Irmãzinhas da Divina Providência: espírito verdadeiramente heróico de confiança neste admirável emanação da bondade divina, como deve ser total e em todas as horas à mercê de Sua ajuda providencial. "
Sua Santidade João Paulo II, durante a Exposição do Sudário, beatificou em Turim 24 de maio de 1998.
Sua memória é 25 de janeiro.

SANTA TERESA DOS ANDES, UMA CARMELITA AMERICANA..





Santa Teresa de Jesus dos Andes (Santiago do Chile, 13 de julho de 1900 — 12 de abril de 1920) foi uma monja carmelita chilena.

Seu nome de batismo era Juana Fernández Solar. Desde a sua adolescência viveu fascinada pela figura de Jesus. Entrou para o mosteiro das carmelitas descalças de "Los Andes", no dia 7 de maio de 1919, com o nome de Teresa de Jesus. Morreu aos dezenove anos de idade, depois de ter feito profissão religiosa antes de completar o noviciado, em vista do perigo de morte.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 13 de abril de 1987, em Santiago do Chile. Foi canonizada pelo mesmo Papa João Paulo II, na Basílica de São Pedro, no dia 21 de março de 1993, e por ele proposta como um modelo para a juventude. É a primeira flor de santidade da nação chilena e do Carmelo da América Latina.
NascimentoA jovem chilena de família aristocrática Joana Fernandes Solar, nasceu em Santiago, capital do Chile, em l3 de julho de l900. Era a quarta filha de uma piedosa e aristocrática família chilena. Desde os três anos era incansável em fazer perguntas sobre assuntos religiosos: Deus, o céu, a Virgem Maria, etc. Mais tarde tornou-se uma religiosa carmelita, iluminando assim com suas extraordinárias virtudes e fenômenos místicos o firmamento da Igreja há sete décadas tornando-se mais tarde "Santa Teresa dos Andes".

[editar] EducaçãoUm relato do Padre Fernando Castel, que participou de missões na fazenda da família da Santa, resume bem a sua infância: “Por volta do ano l904 ou 1905, conheci a menina Joana Fernándes Solar, quando tinha mais ou menos quatro anos. Logo me chamou a atenção a precocidade do seu espírito, admirando eu como raciocinava sobre as coisas divinas e como manifestava, já nessa idade tão tenra, amor e culto para com elas. Confesso que então compreendi como pôde a Santíssima Virgem, aos quatro anos somente, consagrar-se a Deus no Templo”. disse o sacerdote. Joana Fernandes Solar foi educada no Colégio do Sagrado Coração, preparou-se sucessivamente para a Confissão, Crisma e Primeira Comunhão. A recepção da Sagrada Eucaristia marcou a fundo a vida de Juanita: “Não é possível descrever o que se passou em minha alma ao receber Jesus. Pedi-lhe mil vezes que me levasse, e ouvi sua voz querida pela primeira vez. Desde que fiz minha Primeira Comunhão, Nosso Senhor me falava depois de eu comungar“. afirmava a religiosa carmelita. A partir de então, foi patente uma acentuada ânsia em buscar as coisas divinas e em praticar a caridade para com o próximo.

[editar] A Devoção a Nossa Senhora“Todos os dias comungava e falava com Jesus longamente. Mas minha devoção especial era à Virgem; contava-lhe tudo“. - dizia a carmelita Juanita. Como fruto dessa devoção, de que já dava mostras desde a primeira infância, aos sete anos aprende a rezar o Rosário e promete rezá-lo todos os dias. Promessa que cumpriu fielmente até a morte. No colégio se empenhou em difundir a devoção a Nossa Senhora, e se tornou religiosa na ordem especialmente dedicada à Santíssima Virgem. Sua alegria e sua união à Mãe de Deus chegam ao auge poucos meses antes da morte, ao descobrir entre os livros do convento o "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem", de São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor marial. Ler o "Tratado" e consagrar-se Àquela que tanto amava foi uma só coisa. Leva outra noviça a consagrar-se igualmente.

[editar] Sua vida no colégioAos 15 anos passa a estudar como interna no mesmo colégio. O que parecia a Juanita uma coisa inaceitável - ser interna - torna-se ocasião de progressos espirituais acentuados, e, como diz ela, preparava-a para a grande separação da família, quando entrasse para o Carmelo. A piedade e o zelo apostólico de Juanita chamam a atenção das alunas e mestras. Reza ou medita longamente na capela. Com despretensão e habilidade, procura ajudar as colegas, quer nas vias da virtude, quer nos estudos. Nos finais de semana, exerce essa ação especialmente junto às internas pobres, acolhidas gratuitamente no colégio. Chega a formar um grupo de aproximadamente 15 moças das melhores famílias de Santiago, oito das quais vieram a ser religiosas. Uma das religiosas do colégio, encarregada de velar pelo aprimoramento espiritual das alunas, logo percebe que Juanita não era uma alma qualquer, e a auxilia. Por essa época, leu a vida de Santa Teresinha — falecida não fazia muito — e compreende que devia ser carmelita. Numa visão, Nosso Senhor lhe disse que a queria carmelita. Pouco depois de entrar no internato, faz voto de virgindade: “Hoje, oito de dezembro de 1915, com a idade de quinze anos, faço voto diante da Santíssima Trindade, em presença da Virgem Maria e de todos os santos do Céu, de não admitir outro Esposo senão meu Senhor Jesus Cristo, a quem amo de todo coração e a quem quero servir até o último momento de minha vida“. - jurou Juanita.

[editar] As missões de Juanita nas fériasAs férias ocupam um lugar à parte e não menos elevado: sua família possui uma das maiores fazendas do Chile, e durante as férias promove missões para as centenas de empregadas. Há preparação para Primeira Comunhão, Crisma, realização de batizados, casamentos, etc. Juanita participa ativamente, dando aulas de catecismo, cuidando da ornamentação da capela ou tocando o harmônio nas cerimônias. O número de sacerdotes nessas missões às vezes chega a quatro, tal era o número de pessoas para atender. O bem-estar material dos colonos não é esquecido; a mãe de Juanita, muitas vezes acompanhada por ela, percorre as casas e anota providências a tomar. Com freqüência cuida pessoalmente dos doentes. Passadas as missões, Juanita aproveita parte do dia para passear longamente a cavalo ou jogar tênis. Uma coisa porém todos notavam: quer estivesse rezando na capela, quer dando aula de catecismo ou visitando os doentes, quer nas diversões, ela sempre tem a alma entretida com “algo”. Na leitura de seu diário vê-se claramente que, além das visões místicas freqüentes, Juanita se entretém continuamente com Nosso Senhor. E, às vezes, de modo extraordinário. A esse propósito, escreve o Padre Felix Henlé, que participara de uma missão na fazenda da família de Juanita: “Um dia entrei silenciosamente no oratório, sem suspeitar que ela estava lá. Mas, que vejo? A senhorita Joana elevada no ar, mais ou menos trinta centímetros, sem que seus joelhos nem seus braços se apoiassem no genuflexório, as mãos postas, adorando o Santíssimo“.

[editar] Juanita no CarmeloEm l918, deixou o colégio e passou a cuidar da casa, continuando a exercer seu apostolado com as colegas, e agora também com as primas e amigas. Já firmemente resolvida a seguir a voz de Jesus, trocou correspondência com a Madre Superiora do Carmelo de Los Andes. Esta aconselhou-a a ler a vida de Santa Teresa de Ávila, pois não há fonte mais pura da vocação, por ser ela a reformadora do Carmelo feminino. Conta seu irmão Lúcio, que havia ficado com dúvidas religiosas devido a más influências: “Na véspera de entrar no Carmelo, a família foi despedir-se dela na Igreja da Gratidão Nacional. Conversamos longamente e disse-lhe: `Levas tudo, e eu nem sequer tenho a Deus’. Ela me abraçou e se apoiou em meu ombro, dizendo-me: `Não sentes Deus quando estás comigo?“. - relatou o irmão de Juanita. Em maio de 1919, quando ingressa no Carmelo de Los Andes, é visível a sua alegria em meio aos prantos da família, que fôra despedir-se dela: “Não imagina a felicidade de que desfruto. Encontrei, por fim, o céu na terra. Se é verdade que me separei dos meus com o coração desfeito, hoje gozo de uma paz inalterável“. - disse a carmelita Juanita. Sua vida no Carmelo deixa uma lembrança que chama as demais religiosas à perfeição. A Priora sustenta junto a outras religiosas experientes e fervorosas que Irmã Teresa de Jesus — esse o seu nome em religião — “já era uma santa“. Conta-se que o confessor de Juanita no Carmelo assevera que, no convento, ela jamais cometeu imperfeição deliberada.

[editar] MorteNa Sexta-feira Santa de 1920, após o Ofício que relembra a morte do Divino Salvador, a Superiora percebeu que Irmã Teresa estava pálida e com dificuldade de seguir as cerimônias. Quando lhe apalpou a fronte, viu que estava ardendo em febre, e mandou-a recolher-se ao leito. Dele não se levantaria mais. Nesse período, faz a profissão religiosa e recebe os últimos sacramentos. Ao entardecer de 12 de abril de 1920, contando vinte anos incompletos e apenas 11 meses no Carmelo, fechou os olhos para esta vida, indo encontrar Aquele que pouco antes ela chamara “Meu Esposo”. Longe dali, em Santiago, nesta mesma hora, a irmã Mercedes do Coração de Maria teve uma visão: “Subitamente (…) me encontrei na cela de uma carmelita moribunda; vi que era bem jovem e, apesar da palidez de seu rosto, tudo nela refletia uma luz suavíssima e celestial. Ao lado esquerdo da sua cama havia um anjo com um dardo que lhe traspassava o coração, e logo ouvi: morre de amor“. Foi canonizada pelo Papa João Paulo II, na Basílica de São Pedro, no dia 21 de março de 1993. Nos processos de beatificação e canonização, três dos principais confessores de Teresa de Jesus dos Andes sustentaram sob juramento que ela jamais cometera pecado mortal nem venial deliberado.

SANTA TERESA COUDERC , A SENHORA DO CENÁCULO...




SUA FAMOSA FRASE:
Quanto mais a alma se aproxima de Deus,
mais fome ela tem de se aproximar dEle.


Santa Teresa Couderc

O nascimento

2 de fevereiro de 1805. Os sinos de Sablières fazem cantar o ar…frio desse recanto perdido do Alto-Ardèche, saudando a entrada na Igreja de mais uma filha de Deus. É a pequeninca Maria Vitória, a futura Madre Teresa, fundadora da Congregação de Nossa Senhora do Cenáculo. Nascera na véspera, no lar de Claudio Couderc e Ana Méry, a alguns quilômetros acima do Sablières,…(p.6)

A infância

A infância de Maria Vitória decorre no amor duma família modesta mas muito unida,…era a segunda dos 10 filhos vivos. Uma afinidade especial a unia a João, o mais velho de seus oito irmãos, que viria a ser padre. (p.6)

Aos 17 anos de idade

Tinha 17 anos quando seus pais puderam enviá-la para o colégio em Vans,…sentia sede de conhecer e amar a Deus cada dia mais.

Aos 20 anos: o sonho de se tornar religiosa

Na primavera de 1825, o pai veio buscá-la em Vans. Uma missão ia ser realizada em Sablières para estimular a fé e a vida cristã da paróquia. Toda a família deve participar. Os pregadores vinham de La Louvesc centro de Missões diocesanas e de peregrinações, e um deles é o Padre Estevão Terme, apóstolo inflamado da paixão de “fazer conhecer e amar a Jesus Cristo. Maria Vitória confiou-lhe seu desejo de ser toda de Deus. Ele reconheceu nela as disposições naturais e sobrenaturais que a tornavam capaz dum amor absoluto. Esse conhecedor é também um impetuoso: “Dêem-ma e farei dela uma religiosa”. Disse ela a Claudio Couderc,,,Em 1826, porém, Maia Vitória pôde deixar os seus e ingressar, em Aps, no pequeno noviciado onde, sob as direção da Irmã Clara, o Padre Terme reunia as vocações colhidas em andanças apostólicas.

Maria Vitória recebeu o nome de “Irmã Teresa”. Irmã Teresa será Madre Teresa mas nunca será “mestra de classe…”(p.7)

Missão aos 23 anos

O Padre Terme preocupava-se seriamente. E Deus o guiou na compra de um terreno, na construção duma casa,a fim de acolher com mais dignidade senhoras e moças. As paredes não estavam ainda bem acesas, quando ele chamou de Aps, algumas Irmãs, entre as quais Irmã Teresa, (p.8) Um pouco mais tarde – ela tinha apenas 23 anos! Ele nomeia a superiora desta casa.

Amor à Eucaristia

O sacrifício de Jesus Cristo, indefinidamente renovado, “não é mais do que suficiente para a santificação de um milhão de mundos”. (p.14)

Simplicidade de vida

Durante esse tempo, que faz a Madre Teresa? Aos olhos dos homens, ela capina os jardins, lava a louça, mergulha no silêncio e na sombra…Como a semente, escondida na terra, morre para virem os frutos,… (p.10)

Sofre perseguições

Não podiam despedir a Madre Teresa, mas dão crédito aos relatórios redigidos por uma Irmã intrigante…(p.10)

O olhar amoroso de Teresa Courdec

Maria Desgrand conheceu intimamente Madre Teresa, em Lyon, a partir de 1874. A observação dessa jovem de 20 anos passa do olhar ao espírito: “O olhar de Madre Teresa era muito impressionante quando ela erguia os olhos; algo de profundo, calmo e notavelmente inteligente, uma expressão de caridade estampada no seu rosto…

”Ela me olha com uns olhos tão bons!” dizia uma meninazinha ao contemplar um desses retratos…
A fundação da Congregação Nossa Senhora do Retiro do Cenáculo

Irmãs de Nossa Senhora do Retiro no Cenáculo, congregação fundada por Santa Teresa Couderc (canonizada por Paulo VI em 1970) e Pe. Therme, na França, na pequena La Louvesc, em 1826 e que se espalhou por todo o mundo, cujo carisma é acolher pessoas para o Encontro com Deus e com o outro na Linha Inaciana (Exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola):

A congregação de Nossa Senhora do Retiro no Cenáculo nasceu em 1826, em La Louvesc, aldeiazinha da França, no meio de um povo cuja fé fora abalada pela Revolução Francesa. Seus fundadores, Padre Estevão Terme e Santa Teresa Couderc, movidos por um amor apaixonado por Jesus Cristo, procuravam os “melhores meios de torná-lo conhecido e amado”.

Em La Louvesc, o túmulo de São Francisco Régis atraía as multidões, e o padre Terme via com pesar que as peregrinações eram ocasião de desordens. Tomou então a iniciativa de abrir uma casa destinada a acolher senhoras e moças, casa que confiou a algumas das Irmãs de São Régis, pequena Comunidade fundada por ele. Em 1828 os acontecimentos o levaram a nomear Madre Teresa como Superiora, se bem que esta tivesse apenas a idade de 23 anos. Madre Teresa não tardou a perceber que o acolhimento dado a qualquer pessoa que se apresentasse era incompatível com as exigências de uma vida religiosa e um serviço apostólico autênticos; obteve permissão do padre Terme que se recebessem apenas as peregrinas que aceitassem fazer de sua estada um tempo de oração mais intenso.

No outono de 1829, ao fazer seu próprio retiro, o padre Terme descobria os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola. Ficou entusiasmado e quis que as Irmãs também os experimentassem imediatamente; em seguida ordenou-lhes utilizar daí em diante, junto às pessoas acolhidas na Casa, esta forma de retiro que unia tão intimamente a experiência de oração e a reflexão sobre os mistérios da fé. Os fundadores se deixaram conduzir pelo Espírito de Deus que lhes indicava o retiro e a instrução religiosa como meios para atingir seu objetivo: servir à renovação da fé e à extensão do Reino de Deus.

O padre Terme morreu em 1834, em pleno labor missionário. Em seu testamento, confiava suas “filhas do retiro” aos Padres da Companhia de Jesus, que já se tinham associado ao desenvolvimento da comunidade. Os Jesuítas prosseguiram a formação das Irmãs segundo a espiritualidade de Santo Inácio e a pedagogia dos Exercícios.

A 15 de agosto de 1837, em sua oração, Madre Teresa foi impelida a confirmar e ampliar um ato do padre Terme: consagrando novamente a Congregação a Nossa Senhora, comprometia-se também a agir unicamente sob sua dependência. Afastada no ano seguinte, percebeu na fé, com profunda humildade, o que lhe parecia ser a vontade de Deus: entregou-se a ela plenamente e demitiu-se de toda autoridade. Durante os longos anos que se seguiram, vividos em relativa obscuridade, as retirantes assim como as Irmãs se beneficiavam de todos os recursos de seu coração, da sua oração e da sua experiência. Até a sua morte, ocorrida em Lião em 1885, uniu-se sempre mais ao sacrifício de Cristo pela salvação do mundo. Tendo aceito ser o grão de trigo lançado na terra, ela viu estender-se na França e além das fronteiras, esta Congregação da qual encarnara desde o início a identidade.

A intuição original amadurecera e se explicitara. A Congregação tomara consciência, pouco a pouco, de ser chamada a viver o espírito e a missão da primeira comunidade eclesial reunida com Maria no retiro do Cenáculo. Com a redação das Constituições aprovadas em 1844, esse mistério que exprime a plenitude da vocação foi oficialmente ligado à inspiração primitiva e deu à Congregação o nome que devia identificá-la.

Uma série de decretos diocesanos e pontifícios, e finalmente a aprovação definitiva das Constituições pela Santa Sé em 1886, confirmaram a orientação da fundação e reconheceram sua missão na Igreja. A canonização da Madre Teresa em 1970 foi um novo sinal de aprovação, não somente de sua vida exemplar, mas também do carisma de sua família religiosa.

A primeira assembéia da Igreja nascente em torno de Maria, rezando e acolhendo o Espírito Santo, inspira sempre as comunidades do Cenáculo, espalhadas agora em numerosos países. Unidas com Maria, procuramos viver na união fraterna, e progredir sempre mais no caminho traçado pelo padre Terme e pela Madre Teresa.

Fonte: http://www.religiosasdocenaculobrasil.org/

Nascida em Le Mas De Sablières, França em 1805 – Em 1826 funda o Cenáculo, juntamente com o padre Estevão Therme – Em 1885 morre em Lyon – Canonizada por Paulo VI em 1970 a Grande Humilde.

A Bondade de nosso Deus

Há alguns dias tive uma visão que muito me consolou. Foi durante minha ação de graças enquanto fazia algumas reflexões sobre a bondade de Deus… e como não pensar nela nestes momentos, nesta bondade infinita, bondade incriada, fonte de todas as bondades! E sem a qual não haveria bondade alguma nem nos homens, nem nas outras criaturas.

Estava extremamente comovida com estas reflexões, quando vi escrito como em letras de ouro esta palavra Bondade, que repetia havia muito tempo com indizível suavidade. Eu a vi, digo, escrita sobre todas as criaturas animadas ou inanimadas, racionais ou não, todas traziam este nome de bondade; vi-o mesmo sobre a cadeira que me servia de genuflexório.

Compreendi então que tudo aquilo que estas criaturas têm de bom e todos os serviços e auxílios que recebemos de cada uma delas é um benefício que devemos à bondade de nosso Deus, que lhes comunicou algo de sua bondade infinita, a fim de que a encontremos em tudo e em toda parte.”

Quanto mais a alma se aproxima e Deus, mais fome ela tem de se aproximar dEle.Quanto mais ela O saboreia e mais gosto sente em saboreá-Lo, mais vê sua miséria e sua imperfeição, e mais aumenta seu desejo de identificação – se tal fosse possível – com a Santidade infinita, fonte de toda santidade e de toda perfeição.

Parece então, que a alma não toca a terra senão para experimentar grande desgosto por tudo o que não é Deus.

Parece, então, que é com toda a sinceridade que se elevam a Deus estas palavras da Escritura: “Como a corça suspira pelas águas da torrente, assim minha alma suspira por Vós, ó meu Deus!”

Ela, porém, não O encontra tão perfeitamente quanto deseja, pois a união e o gozo não podem ter lugar aqui na terra.

Por isso deixei-me levar por esse atrativo do AMOR que é sempre, em mim, dominante e frequente. Reconhecida por tudo o que o bom Deus se dignava me dar, deixei-O agir com Sua graça, sabendo bem que eu nada tinha e que tudo me vinha dEle.

“O sentimento de Deus não pode vir senão de Deus”


Estas palavras foram para mim um raio de luz e deixaram-me numa grande paz e me fazem bem sempre que me lembro delas.

E quanto maior é o desgosto pelas coisas da terra, mais o gosto de Deus se faz sentir à alma.

- Mas o que é o gosto de Deus?

- É aquilo que se pode experimentar quando Deus quer nos favorecer. Isto não se explica. Pode-se dizer, no entanto, que é um doce sentimento da presença de Deus e de seu amor, que faz a alma experimentar uma grande felicidade e a recolhe toda nele, ao ponto de ter dificuldade em se distrair.

Parece, então, que é com toda a sinceridade que se elevam a Deus estas palavras da Escritura: “Como a corça suspira pelas águas da torrente, assim minha alma suspira por Vós, ó meu Deus!”

Ela, porém, não O encontra tão perfeitamente quanto deseja, pois a união e o gozo não podem ter lugar aqui na terra.

Por isso deixei-me levar por esse atrativo do AMOR que é sempre, em mim, dominante e frequente. Reconhecida por tudo o que o bom Deus se dignava me dar, deixei-O agir com Sua graça, sabendo bem que eu nada tinha e que tudo me vinha dEle.

Malgrado meus pecados e minha profunda miséria – que Nosso Senhor me faz sentir vivamente – experimento frequentemente, na oração, essas consoladoras suavidades de Seu amor e esse sentimento de união íntima, que me deixa num recolhimento tão profundo que preciso me fazer violência para nada deixar transparecer… fazer como os outros.

Qualquer outro prazer que não seja o de saborear Deus me é insípido. Um atrativo irresistível leva-me ao recolhimento, ao silêncio…. ao esquecimento de tudo que não é Deus. Meu pensamento mais constante se volta para Ele, e o sentimento de minha alma estando como que ligado, atraído por esse grande Objeto, é-me difícil não estar ocupada e presa a Ele…

Há dias em que Ele absorve de tal modo minhas faculdades, que nenhuma outra coisa me faz impressão e me toca de qualquer modo. Parece-me que posso dizer com toda verdade:

porque de fato não encontro alegria, nem paz, nem felicidade senão nEle.
E como poderemos, de fato, encontrar qualquer contentamento fora dEle e em tudo que não é Ele, pois que Ele é o único Bem, o soberano Bem de nossas almas?

Por isso não se tem o desejo de procurar consolação junto das criaturas, quando se experimentou as consolações do Criador. Do contrário a terra se tornaria uma espécie de paraíso antecipado.

Só sinto prazer naquilo que pode dar glória a Deus, torná-Lo conhecido e amado.

Que Ele me dê um coração terno para com Ele um coração grande e generoso,
um coração que não busque senão a Ele não se apegue senão a Ele!

Compreende-se cada vez melhor que Deus é o centro de nosso coração que só Ele pode enchê-lo e torná-lo feliz.

Parece-me que ele se apoderou do meu coração de tal modo, que me seria impossível amar senão a Ele, desejar senão amá-Lo e Lhe ficar cada vez mais unida.

Peço sempre mais a Deus o hábito de sua divina Presença e a união com Ele, pois ele me parece de tal modo o centro de nossa alma, que ela não pode encontrar repouso senão nEle.

Por isso tenho fome de pensar nEle, de visitá-Lo, de unir-me a Ele de todas as maneiras possíveis.

Este desejo me é habitual; o resto é pesado e causa-me desgosto.
Não me prendo a nada, meu coração não está apegado a coisa alguma que me cerca.

- Toda a eternidade me parecerá curta para agradecer uma tão grande graça.
- Não invejo aos Santos sua glória, mas o privilégio de estarem absorvidos em Deus.

Se se pudesse invejar alguma coisa à SS. Virgem, eu lhe invejaria morrer de amor.Possamos viver e morrer no AMOR e por AMOR
daquele que viveu e morreu por nosso amor.

Meu Deus, fazei que eu vos ame como me amastes, que eu vos ame como o mereceis, que eu vos ame no tempo e na eternidade. Senhor Jesus, eu me uno a vosso Sacrifício perpétuo, incessante, universal.

Eu me ofereço a Vós por todos os dias de minha vida e por todos os instantes do dia, conforme vossa santíssima e adorável vontade.

Fostes a vítima de minha salvação, quero ser a vítima de vosso amor.Atendei meu desejo, aceitai minha oferta, ouvi minha oração.

Que eu viva de amor, que eu morra de amor, e que o último pulsar de meu coração seja um ato do mais perfeito amor.

ASSIM SEJA!

“DEIXA-TE MODELAR, deixa-te modelar…. tu não sabes o que Deus fará de ti.” (S. Teresa)

”Nosso Senhor já várias vezes, me fizera conhecer o quanto era útil para o progresso de uma alma que deseja sua perfeição ENTREGAR-SE sem reserva à conduta do Espírito Santo.

Mas, esta manhã agradou a sua divina Bondade dar-me uma percepção toda particular disto.

Eu me dispunha a começar minha meditação quando ouvi o som de vários sinos que chamavam os fiéis à participação dos divinos mistérios.
Nesse momento, desejei unir-me a todas as Missas que se diziam e para isto dirigi minha intenção a fim de nelas participar.

Vi, então, numa visão geral, todo o universo católico e uma multidão de altares, onde se imolava, ao mesmo tempo, a adorável vítima; o sangue do Cordeiro sem mancha corria em abundância sobre cada um desses altares que me pareciam envolvidos em levíssima fumaça que subia para o céu…
Minha alma estava absorvida e penetrada de um sentimento de amor e gratidão à vista desta satisfação tão abundante que Nosso Senhor oferecia por nós. Mas, também, eu estava muito admirada ao ver que o mundo inteiro não estivesse santificado!…

Perguntei então como podia ser que o Sacrifício da Cruz tendo sido oferecido uma só vez foi suficiente para resgatar todas as almas… e que, renovado tantas vezes, não o fosse para santificar a todas.

Eis a resposta que me pareceu ouvir:

- O Sacrifício é sem dúvida alguma, suficiente por si mesmo, e o sangue de Jesus Cristo mais que suficiente para a santificação de um milhão de mundos; mas, faltam às almas a correspondência e a generosidade.
- Ora, o grande meio de entrar na via da perfeição e da santidade é ENTREGAR-SE AO NOSSO BOM DEUS. Mas, o que é ENTREGAR-SE?
- Compreendo toda a extensão do sentido desta palavra…

ENTREGAR-SE!…
mas não posso explicá-la. Sei somente que é muito extensa, abraça o presente e o futuro.

ENTREGAR-SE
é mais que dedicar-se;

é mais que dar-se;

é mesmo algo mais que abandonar-se a Deus.

ENTREGAR-SE
enfim é morrer para tudo e para si mesma; não mais se ocupar do “eu” a não ser para mantê-lo sempre voltado para Deus.

ENTREGAR-SE
é ainda não mais se buscar em nada, nem para o espiritual nem para o temporal; isto é, não mais procurar satisfação própria mas unicamente o beneplácito divino.É preciso acrescentar que

ENTREGAR-SE
é também este espírito de desapego que não se prende a nada, nem às pessoas, nem às coisas, nem ao tempo, nem aos lugares…

É aderir a tudo, aceitar tudo, submeter-se a tudo.

Talvez pensem que isto é bem difícil…

Não se enganem. Nada há tão fácil a fazer e tão suave a praticar.
Tudo consiste em fazer uma vez só um ato generoso dizendo com toda a sinceridade de sua alma: “Meu Deus, quero ser toda vossa, dignai-vos aceitar minha oferta!”

e tudo está dito…

Depois ter cuidado de se manter nesta disposição de alma e de não recuar diante dos pequenos sacrifícios que possam servir a nosso adiantamento na virtude.
Lembrar-se que se entregou.

Peço a Nosso Senhor que dê a inteligência dessa palavra a todas as almas desejosas de lhe agradar e que lhes inspire um meio de santificação tão fácil.

Oh! se se pudesse compreender antecipadamente as doçuras e a paz que se experimentam quando não se faz reserva ao bom Deus!

como ele se comunica à alma que o busca sinceramente que soube ENTREGAR-SE!

Façam a experiência e verão que aí se encontra a verdadeira felicidade que se busca em vão fora disso.

A alma entregue encontrou o paraíso na terra, porque já goza aqui dessa doce paz que faz em parte a felicidade dos eleitos.”

Teresa Couderc, fundadora do Cenáculo – domingo, 26 de junho de 1864.



Porque tudo assumiu no amor, Madre Teresa excluiu todo amargor. Então tudo se transfigurou, e sua fé, que buscava Deus em tudo, encontrou em toda parte a marca de Deus que é bom,…Ele é a Bondade.